SLOGANS VERDES E COMPORTAMENTOS CINZENTOS: UMA ANÁLISE ANTROPOLÓGICA DO SIMBOLISMO CORPORATIVO NO CONTEXTO ESG
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Resumo
O presente estudo analisa os “slogans verdes” e os “comportamentos cinzentos” no contexto ESG sob uma perspectiva antropológica, articulando referenciais como Geertz, Douglas, Lévi-Strauss, Descola e Ingold. Ao examinar casos de empresas como JBS e Vale S.A., argumenta que, além do greenwashing, práticas empresariais genuinamente sustentáveis frequentemente coexistem com condutas ambíguas e contraditórias. O estudo evidencia que essas narrativas simbólicas criam zonas de tensão entre discurso e prática, legitimando paradoxos éticos e reforçando estruturas de poder. A abordagem proposta ultrapassa as análises tradicionais, mostrando que o espectro entre o “verde” e o “cinza” desafia leituras simplistas e demanda investigações críticas sobre a autenticidade das estratégias ESG. A reflexão sugere a necessidade urgente de modelos organizacionais que superem a retórica e promovam mudanças estruturais rumo a uma sustentabilidade corporativa genuína.
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Referências
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